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A mostrar mensagens de 2016

Leitores e leituras

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No último dia do ano, eis o top dos livros mais requisitados pelos leitores da Biblioteca Pública de Évora:

1°: O diário de um banana
2°: A rapariga no comboio
3°: Memorial do convento

Se aqui o panorama até não parece muito mau (muita leitura juvenil, um best seller internacional e uma obra prima portuguesa que toda a gente devia ler), daqui para baixo o panorama altera-se: as mesmas histórias de sempre, mas em adaptações politicamente correctas da Disney e muitas "receitas mágicas" para melhorar instantaneamente a vida de quem as lê.

Há aqui muito trabalho para fazer. Nos ultimos 3 anos conseguimos aumentar em mais de 60% os numeros do empréstimo domiciliário e temos mais 3 mil novos leitores. Não se animem. Para uma cidade como Évora os números  ainda estão muito longe do desejável.

O trabalho a este nível tem que continuar sem tréguas,  mas esta análise dos títulos mais lidos levanta outras preocupações: o que lêem os nossos utilizadores? Como podemos intervir para form…

Independências

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Tanta gente que saiu do armário para dizer que afinal gostava de George Michael. A ditadura da opinião pública é tramada.

Festas felizes

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Por mais que tente, não consigo deixar-me contagiar por este espírito de paz, amor e boa-vontade que aparece no final de Novembro e desaparece a 26 de Dezembro. Tento - muitas vezes não consigo - ser fraterna e solidária todo o ano e esta coisa assim calendarizada, com hora marcada, cheira-me sempre a esturro.

No entanto, face aos votos de boas festas que recebo, aqui estou eu a retribuir, da forma mais genuína que sou capaz:

Boas festas. Aproveitem o tempo com as vossas famílias. Comam e bebam do que gostam, aproveitem estes dias para passear, rir, dormir, ler e fazer reset nas cabeças cansadas de um ano de trabalho e preocupações. E depois, no dia 1, agarrem o novo ano com tudo o que têm para dar. Esqueçam os queixumes e as lamentações, aproveitem as oportunidades, façam a diferença. A vida que queremos só depende de nós. Pode demorar um bocadinho a chegar porque há sempre um ou dois canalhas que se atravessam à frente, mas se formos determinados e corajosos, ela chega.

Festas feliz…

Caminhos

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Numa decisão muito difícil, decidi hoje trocar um lugar de camarote pelo trabalho nos bastidores. No papel de velho dos Marretas não me saía mal (até tinha uma vocação natural), vamos ver agora o que faço do outro lado.

Indignados

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A Coca-Cola (pobrezinha) está muito indignada por causa do acréscimo do chamado imposto dos refrigerantes. Confesso que nem percebo bem a mensagem publicitária. O que é que pretendem? Que as pessoas deixem de comprar Coca-Cola (pobrezinha) para não contribuírem para o OE?

Convém explicar à Coca-Cola (pobrezinha) que o produto que comercializa é uma das maiores pragas no consumo alimentar das últimas décadas e que antes de reclamarem, mais vale que ponham os olhos nos pacotes de tabaco e que agradeçam o facto de ainda ninguém lhes ter mexido no design do rótulo.

52% é melhor do que nada, que é o que levam cá de casa. Pobrezinhos.



Visto daqui

É verdade que não percebo nada de teoria política,  apenas observo a natureza humana. E daqui, de onde eu vejo, os votos em Clinton tiveram três motivações e nenhuma delas era "porque ela merece":
a) porque são militantemente do partido democrata;
b) porque ela era mulher;
c) porque odiavam mais o adversário.

Sim, nao sejamos ingénuos, o trunfo de eleger a primeira mulher foi jogado à exaustão e para ela foi sempre uma vantagem, não um obstáculo. Vivemos a era do politicamente correcto,  convém não esquecer.  

Como se viu, não foi suficiente para vencer os militantemente republicanos e os que estão saturados do sistema e só querem que a bolha rebente, não importa como.

Se o  sistema tivesse prestado atenção à natureza humana,  ontem Obama teria recebido Bernie Sanders na Casa Branca.

Nem fazendo-lhes o desenho...

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Foram precisos 16 anos mas a profecia cumpriu-se – Donald Trump chegou à presidência dos Estados Unidos. Bom, no episódio da série Os Simpsons, “clássico” indiscutível da Fox, o multimilionário já não está na Casa Branca, mas esteve.

Foi a 19 de Março de 2000 que o episódio a que os argumentistas chamaram Bart to the Future pôs o jovem Bart a imaginar-se uns anos mais à frente, já adulto, de camisa havaiana, chinelos nos pés e rabo de cavalo, quando a sua irmã Lisa é Presidente dos EUA. É precisamente ela que se refere ao homem que agora acaba de ser eleito, numa cena na sala oval: “Herdámos uma grave crise orçamental do Presidente Trump”. E para que não restem dúvidas, um assessor mostra-lhe, através de um gráfico, em que estado o empresário deixou o país – “falido”.


Dan Greaney, que escreveu este episódio, veio agora dizer, durante a campanha, às revistas The Hollywood Reporter e Variety, que criar um cenário em que Donald Trump tinha sido Presidente lhe pareceu “consistente com uma v…

Foi assim que aconteceu

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Perguntaram-me o que queria no Natal, disse que queria livros. Devia ter aí uns 7 anos, estava na segunda classe. Fui à livraria da D. Purita. Escolhi, escolhi, escolhi. Cabeça inclinada para o lado, num posição à qual me haveria de habituar ao longo da vida.

Acabei por me decidir por este "Porquê?" e mais um ou dois livros de histórias, creio que da Anita. Passei horas a folhear este livro, observava os desenhos tentando tirar deles os pormenores que o texto, necessariamente breve, insistia em omitir. Quando me perguntam como comecei a ler, vejo-me em frente à estante, na loja da D. Purita, a escolher este livro e mais do que isso, a assumir a minha escolha, quando havia tantas "histórias mais bonitas".


Chegou-me agora às mãos uma 16ª edição, de 1990, que andava perdida entre o exército de livros que espera catalogação. Olho para ele, olho para a minha vida, eternamente insatisfeita com as respostas estabelecidas, eternamente à procura do porquê das coisas, eterna…

Bem-vindos à era do absurdo

Todos o consideraram demasiado louco para poder ser eleito.  Todos consideraram um absurdo impossível a hipótese de ele se tornar presidente. E perante a arrogância das certezas absolutas e a indiferença pela raiva surda das classes mais desfavorecidas e profundamente ignorantes (os EUA são demasiado egocêntricos para perderem tempo a estudar a história do mundo e das civilizações), ele foi vencendo etapa após etapa até chegar aqui.

Muitas vezes me perguntei como era possível que um louco como Hitler tivesse conseguido chegar ao poder.  Hoje, no dia em que passam 27 anos sobre a queda do muro de Berlim, acabei de testemunhar em directo como tudo aconteceu, apesar das certezas inabaláveis de comentadores, politólogos, jornalistas, políticos e toda uma imensa massa de gente que tem como função vender opinião em vez de dar informação.

Agora todos vão tentar analisar e compreender como foi possível que isto acontecesse. Infelizmente, para os EUA e para o mundo, já vão demasiado tarde.

Para memória futura, 02

Repescado de há um ano, nos dias agitados do nascimento da geringonça:

"Dogma é uma crença ou doutrina estabelecida de uma religião, ideologia ou qualquer tipo de organização, considerada um ponto fundamental e indiscutível de uma crença." (Wikipedia)

Como por exemplo o dogma que por aí vai relativamente às pessoas de esquerda e à sua alegada incapacidade de pensar de forma livre e independente.

Eu não duvido que na direita haja pessoas sérias, honestas, trabalhadoras, inteligentes e livres. Conheço e admiro umas quantas. Deve ser porque o chip que me implantaram atrás da orelha trazia essa configuração de série. Infelizmente, o chip dos livres pensadores de direita tem um software mais fraquinho. Como não dispõem de um componente chamado respeito por opiniões diferentes, instalaram uma dose extra de dogma. Agora andam à nora...

Até o meu gps reage melhor quando eu me perco. Mal dá pela diferença relativamente ao planeado, começa logo a dizer: Recalculando...

Ups!

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“Um visitante decide tocar na estátua derrubando-a sob o olhar incrédulo dos demais. Isto aconteceu hoje no Museu Nacional Arte Antiga” (ver aqui).

A minha estreia no Instagram

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Está  certo, está tudo um bocadinho inclinado, mas era a perspectiva mais gira... E confirma-se, só falo de bibliotecas.




Para memória futura

A contabilidade dos gostos no Facebook é uma tentação a que poucos conseguem resistir. No meu caso, o Facebook é um instrumento de divulgação da Biblioteca Pública em geral e da (minha) Biblioteca de Évora em particular. Os "gostos" são, por isso, pouco relevantes. O que me interessa é que a mensagem vá passando e crie raízes no pensamento das pessoas.

Sei que várias pessoas deixaram de me seguir porque "eu só falo de bibliotecas", mas isso não me incomoda por aí além. Eu também deixei de seguir várias pessoas, essencialmente porque não me interessa saber tudo o que querem contar-nos sobre as suas vidas: onde estão, o que comem, o que compram... Em contrapartida, sigo várias pessoas que não conheço pessoalmente (e a quem, por essa razão, não tenho a lata de pedir amizade) porque têm opiniões que gosto de conhecer, trazem novas perspectivas a assuntos que a minha cabeça já catalogou e arrumou, porque me fazem questionar as certezas absolutas, porque são fo…

Conferências do Cenáculo

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O que escondem os biombos? A história da relação Portugal - Japão nos séculos XVI e XVII através dos biombos japoneses | Alexandra Curvelo




As Marcas da Inquisição: 480 anos da Inquisição de Évora

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No ano em que se assinalam os 480 anos da instalação do Tribunal do Santo Ofício em Portugal, o CIDEHUS, a Biblioteca Pública de Évora, o Museu de Évora, a Fundação Eugénio de Almeida e a Câmara Municipal de Évora, organizam uma exposição que pretende dar a conhecer alguns dos tesouros guardados no Museu e na Biblioteca. Estes objectos permitem fazer a História de uma das instituições mais marcantes da sociedade portuguesa entre os séculos XVI a XVIII.

A reportagem da RTP sobre esta exposição pode ser vista aqui (minuto 5:40 da segunda parte: http://www.rtp.pt/p…/p2225/e257159/portugal-em-direto/533839

Conferências do Cenáculo

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Terra | João Luís Carrilho da Graça



Conferências do Cenáculo

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Reencenar o espaço urbano: as ruínas fingidas do Jardim Público de Évora | José de Monterroso Teixeira


A 16 anos do ano 2000

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Diz um comentário ao artigo que "parece um capítulo de 1984".

Cada vez mais perto, não duvidem, especialmente porque continuamos ansiosos por contar nas redes sociais o que almoçámos, jantámos e bebemos, onde estamos e com quem, o que comprámos e o que temos. Deixamos que os nossos telemóveis e outros gadgets registem permanentemente a nossa localização e que fotografem/filmem a nossa rua e, por que não, a nossa sala de estar, a cozinha ou a casa de banho. Afirmamo-nos assim, no circuito da internet e deixamos que nos retirem todo o valor intrínseco, que nos roubem a identidade, que nos esmaguem a personalidade. Anulamos os nossos gostos para alinharmos no politicamente correcto, deixámos de comer e de saborear porque há um estudo recente que diz uma treta qualquer e já nada é saudável. 

Até poderia dizer que já só faltam os 2 minutos de ódio diários, mas depois lembrei-me dos comícios do Trump e sou obrigada a reconhecer: já não falta nada.

Parabéns Rede de Bibliotecas Escolares!

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A Rede de Bibliotecas Escolares completa 20 anos em 2016. Para celebrar a data, a própria Rede organiza hoje um importante Fórum na Fundação Calouste Gulbenkian, que - além do seu valor intrínseco - é o culminar de um ano de iniciativas descentralizadas mas agregadoras em torno desta efeméride.

Em minha opinião, a RBE aprendeu muito com a Rede de Bibliotecas Públicas. Implementou instrumentos descentralizados de verificação e avaliação permanentes, manteve sempre um princípio de orientação estratégica fundamental para que bibliotecas grandes e pequenas, do interior ou do litoral, do norte ou do sul, constituíssem um corpo coerente, consistente e sempre em movimento. Insistiu no trabalho colaborativo e em rede, premiou mérito, incentivou inovação. Hoje celebra esses resultados.

É claro que, como aconteceu com as bibliotecas públicas, o mais difícil está para vir. Agora é preciso prosseguir o caminho, mas para onde? Que metas se desenham, que estratégias são necessárias? É agora que a h…

500 anos depois: ainda o Cancioneiro Geral de Garcia de Resende

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500 anos depois

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A celebrar 500 anos sobre o dia exacto em que o Cancioneiro Geral de Garcia de Resende foi publicado - 28 de Setembro de 1516 - a Biblioteca Pública de Évora inicia as Conferências do Cenáculo 2016 com a conferência do Professor João Alves Dias sobre esta obra fundamental do Renascimento português.

Às 18h00 será inaugurada uma mostra bibliográfica que inclui a primeira edição do Cancioneiro e várias outras obras que, de uma ou outra forma, com ele se relacionam.

Contamos consigo!

A minha visão da situação actual das bibliotecas públicas em Portugal

Zélia Parreira @ O Lugar da Cultura from O Lugar da Cultura on Vimeo.

Intervenção n'O lugar da Cultura. Centro Cultural de Belém, Abril de 2015.

Intervalo

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São muitos dias acumulados, muitas semanas a um ritmo imparável. Um cansaço que toma conta de todos os centímetros do nosso organismo, agravado por um calor que nunca dá tréguas. Esperam-se as férias, contam-se os dias até chegar aqui, à hora em que vamos fechar a porta e ter, por fim, uns dias de descanso.

E é por isso que não se compreende este nó na garganta, este aperto de saudades dos dias que não vamos viver aqui, das rotinas que não vamos cumprir, dos leitores que não vamos atender, dos livros que não vamos emprestar.

Boas férias. Voltamos a fazer Biblioteca no dia 16 de Agosto.



E às bibliotecas disse nada...

...mas pelo menos manifesta a sua admiração pelo Director Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas e deve um reconhecimento à Biblioteca Nacional pelo extraordinário esforço que tem feito.  Pois deve.

A entrevista ao Ministro da Cultura para ler aqui.

Aeroporto Cristiano Ronaldo

Duas notas muito rápidas:

a) CR7 é a "instituição" portuguesa mais conhecida no mundo inteiro.  Não há pessoa, lugar, objecto ou produto de origem portuguesa que tenha mais notoriedade do que ele. Não há sítio no mundo onde não se saiba quem ele é.  Trata-se de uma estratégia publicitária brilhante para o turismo da Madeira, a custo zero.

b) Avenidas e ruas com o nome do Eusébio são do melhor que há, já para não falar na usurpação de um lugar no panteão. E ai de quem discorde...

Pode ser um Solero... vá.

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A brigada da dieta atacou outra vez, mesmo ali onde dói, na consciência. Oh, meus ricos magnuns de amêndoas saboreados com tanto deleite... Aqui têm, não hei-de ficar a remoer-me sozinha. Vejam e comecem já a sentir-se culpados!

(Isto do sentimento de culpa não engordará?)


About Donald Trump

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O nascimento de uma leitora

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Conheci-as num sábado de manhã, não há muito tempo. A mãe perguntou se podia requisitar livros, durante quanto tempo, etc. Inscreveu-se. Perguntei se não queria inscrever a menina, disse que não, bastava ela. Ao princípio levava poucos livros, porque depois não tinha tempo de os ler. Um livro para ela, dois ou três para a filha.

Revejo-as todos os sábados. Continua a levar um livro para ela, mas já leva nove livros para a filha. Às vezes trazem os livros da sala de leitura, mas quando chegam à portaria a menina escolhe mais um ou dois e ficam a decidir qual é o que não vai.

Ontem disse-me, orgulhosa, que a filha adora ouvir histórias e que quando quer que ela se porte bem, ameaça não ler a história à noite. A leitura antes de dormir tornou-se um hábito e o momento que a filha não quer perder por nada. E a Biblioteca está lá.


Um agradecimento há muito devido

Voltei há dias, por outras razões, ao consultório da pediatra dos meus filhos. Enquanto esperava pela Dra. Cristina Miranda, lembrei-me de tantas horas ali passadas. Tanta ansiedade com os problemas de ouvidos e cirurgias da Inês, tanto medo no primeiro exame da Mariana, depois de um parto tão difícil, tanta angústia nos primeiros meses do Pedro, enfraquecido por um refluxo que não o deixava alimentar-se.

Dito assim, parece tudo muito dramático e quando me lembro, pergunto-me como foi possível que os dias passassem ligeiros. Três filhos, três vidas, três ritmos de alimentação, de sono, de fraldas, três histórias de febres, de otites, três sequências de vacinas, de consultas, de exames de rastreio...

Mas tudo foi tranquilo, porque do outro lado da mesa, do outro lado do telefone, havia uma pessoa chamada Maria Cristina Miranda. Sempre calma, mas de uma precisão e rigor inigualáveis. Com ela houve sempre uma confiança total e absoluta e, como vim a perceber na pior fase da minha vida, u…

Inês, 22

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Para a que vive a vida com a alegria do Verão.
Para a que sacode os problemas como sacode o cabelo.
Para a que enfrenta o mundo com a confiança de que tudo se vai resolver.
Para a menina que me fez mãe e que nunca deixará de ser a menina linda, linda que conheci há exactamente 22 anos.

Parabéns!

Distracções planeadas.

De todas as pragas que o Facebook nos trouxe, o narcisismo avassalador é capaz de ser uma das piores.

Pessoas aparentemente equilibradas e racionais a tirarem dezenas de fotografias a si próprias,  em poses supostamente distraídas,  apanhadas desprevenidas pelo clique do seu próprio dedo no seu muito pessoal e intransmissível telemóvel.

Pesos e medidas

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Antes do último jogo

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Obrigada Sporting,  por tudo. Pela época, pelos cânticos,  pelas lágrimas, pelos abraços, pelos saltos, pelos gritos, pelos golos. Obrigada dirigentes, treinador, jogadores. Obrigada Adrien e Rui Patrício, capitães das nossas almas.

Obrigada Sportinguistas. Amanhã continuamos.

Dia Mundial do Livro na BPE!

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+ Biblioteca, mais perto de si!

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Rede de Leitura Pública de Évora 

1.    Bibliomóvel Loja dos Sonhos
2.    Pólo de Valverde
3.    Pólo de Guadalupe
4.    Pólo do Tribunal da Relação de Évora
5.    Pólo do Bacelo
6.    Pólo da Senhora da Saúde
7.    Pólo da Horta das Figueiras
8.    Núcleo da Biblioteca Escolar da ES Severim de Faria
9.    Núcleo da Biblioteca Escolar da EB Santa Clara
10.  Núcleo da Biblioteca Escolar da EB Conde de Vilalva
11.  Núcleo da Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Manuel Ferreira Patrício
12.  Pólo de Leitura da Associação É Neste País
13.  Pólo de Leitura da EMBRAER
14.  Pólo de Canaviais (a inaugurar no dia 21 de abril)
15.  Núcleo da Biblioteca Escolar do Colégio Salesianos de Évora
16.  Pólo de Azaruja (a inaugurar em Setembro)
17.  Pólo do Estabelecimento Prisional de Évora

Pólos em preparação: Jardim Público; Vendinha;

Brasil, Abril de 2016

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Por defeito de formação, tendo a pensar de que forma serão descritos nos livros de História, daqui a muitos anos, os acontecimentos de hoje.  O que dirão, no futuro, os livros de História sobre o dia de hoje no Brasil? A muitos anos de distância, longe da emoção de quem vive os acontecimentos, tão distantes da esperança de quem saiu da pobreza extrema nos últimos anos, como da ânsia de poder de quem perdeu nas urnas, que dirão os historiadores?
E como contarão o restabelecimento dos laços entre os brasileiros, agora divididos por um muro, com amizades de uma vida destruídas em público, no palco das redes sociais?

Declaração de interesses

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Sou franca, directa e, por isso, inconveniente. A coisa piora quando o que está em causa é realmente importante para mim. Sou absolutamente insuportável em tudo o que diz respeito aos meus filhos, à Biblioteca, ao Alentejo e ao Sporting (por esta ordem).

Procuro, especialmente nestas coisas que verdadeiramente me importam, ser a maior crítica, para poder corrigir o que está mal, para não ser apanhada na curva, iludida com o aparente sucesso daquilo de que tanto gosto. Foi  por isso que me tornei excepcionalmente exigente em relação aos meus filhos, que penso e pondero tudo o que não está bem nas Bibliotecas (começando pela parte que me diz directamente respeito), que tento todos os dias valorizar o Alentejo e que me farto de rir com as asneiras do Mister JJ.

Percebo que algumas das coisas que digo são incómodas, inconvenientes. Compreendo que, no mundo do politicamente correcto, a crueza das minhas observações não seja bem interpretada. Como não sou de meias palavras, vou directa ao …

Pólo a Pólo: parte II

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Pólo a pólo. Em Abril, voz aos livros!

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Até podia escrever aqui quarenta e sete parágrafos sobre o verdadeiro deslumbramento que é trabalhar na Biblioteca Pública de Évora, mas isso, quem aqui vem, já está farto de saber. Por isso hoje quero falar do deslumbramento que é "fazer biblioteca" em Évora. Não, não é bem a mesma coisa. Eu vou explicar:

Fazer Biblioteca em Évora é ter uma reunião com um/a Presidente de Junta de Freguesia e ver um Pólo nascer antes de a reunião terminar. É ter uma conversa com um/a professor/a bibliotecário/a e ver um projecto de colaboração a despontar. É atender um telefonema e desligar com uma nova possibilidade no ar. É falar da importância da envolver a comunidade, de abraçar a cidade e o concelho neste esforço colectivo de fazer acontecer leitura, conhecimento, informação e receber de volta isto que aqui vos deixo.

Évora, de pólo a pólo, a celebrar Abril do livro e das leituras em liberdade.


Pedro, 18

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Hoje, o meu filho mais novo faz 18 anos. Sou agora a mãe orgulhosa de três adultos.

Quando vamos na rua, já sou a mais baixa da família, mas cá dentro, onde se guardam as lembranças, as dores e as gargalhadas, continuo a ser  o colo, o amparo, o abrigo e sim, a autoridade que nenhuma maioridade certificada por bilhete de identidade alguma vez me retirou. Cá dentro eles são ainda tão pequeninos e eu continuo - e continuarei - a usar as expressões que eles usavam quando eram do tamanho que ainda têm, aqui dentro.

Hoje, o meu filho mais novo faz 18 anos. É carinhoso (quando ninguém está a ver), bem-humorado e bom companheiro. É teimoso, obstinado e orgulhoso. Amadureceu tanto nos últimos meses, longe de mim... criou asas, está a voar.

Quero que saibas que tenho muito orgulho em ti, filho. E que confio em ti. E que estarei aqui sempre, sempre.

Parabéns!





Amanhã é Dia Internacional do Livro Infantil

Todos os anos o International Board on Books for Young People (IBBY) divulga uma mensagem para celebrar o Dia Internacional do Livro Infantil, celebrado a 2 de Abril, data do nascimento de um dos mais importantes escritores de livros infantis de sempre, Hans Christian Andersen. De todas as mensagens, a minha preferida é esta, por isso, aqui a deixo outra vez em jeito de celebração.

«Que haverá nos livros?»

«Que haverá nos livros? – costumava perguntar a mim mesma, quando tinha três ou quatro anos, sentada no meu banquinho na livraria dos meus avós.

Atrás da caixa, sentava-se a avó. Do outro lado do balcão, a minha mãe esperava os clientes. Por detrás dela, as estantes chegavam até ao tecto e, para se poder alcançar os livros das prateleiras de cima, uma grande escada, suspensa de uma barra de ferro por dois ganchos, deslizava da esquerda para a direita e da direita para a esquerda. Não pensem que me aborrecia! Quando um cliente entrava na loja, eu punha-me a adivinhar irá escolher um li…

Biblioteca Pública de Évora: 211 anos

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1805

Na 6ª Feira 8 de Fevereiro, dia de S. João da Mata, se assentou a última estante da nova Livraria.

Na  4ª  Feira  seis  de  Março,  dia  de  santa  Colecta,  e  aniversário  do  Bispo  de Beja,  e  Arcebispo  de  Évora  fui  abrir  em  a  nova  Livraria  os  primeiros  Caixotes  dos livros que vieram de Beja para ela.

Na 3ª feira 19 de Março, S. José, fui assentar no seu lugar por cima da porta da livraria o painel de N. Sra. cópia  do  original  de  Trevisani,  mestre de  Francisco  Vieira  português  antigo,  a qual  cópia  é  feita  pela  Princesa  D.  Maria  Benedicta,  viúva  do  meu  príncipe  D.  José,  a qual ela deu a sua mãe a rainha D. Mariana Vitória, mulher del rei D. José, e por morte deste Senhor mo deu a mim em 1790 quando voltei para Beja.

Na 2ª feira 25 de Março, Anunciação de Nossa Senhora fui por o 1º livro na estante da nova livraria e foi o 1º tomo da polyglota de Ximenes, fui com o vigário geral , capellães e pessoas de família.  (...) Mandei abrir um caixote e…

211... and counting

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#somosbibliotecas há 30 anos

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